Divórcio e Novo Casamento

“Eu odeio o divórcio”, diz o Senhor (Malaquias 2.16)

Divórcio e novo casamento, além de um tema dolorido, é amplamente complexo e debatido – o que torna a situação ainda mais confusa para quem está passando por uma situação assim. No vídeo abaixo, Jaime Marcelino, Joel Theodoro e Tiago Santos conversam sobre o assunto.

 

Este é um tema complexo e que vai além de mero posicionamento teológico discutido pela internet. Cada caso deve ser analisado individualmente e tratado particularmente. Se você estiver passando por uma situação assim, o melhor ambiente para pedir conselho é em sua igreja local, conversando com irmãos maduros e, preferencialmente, seu pastor. Pois, se você se submeteu à supervisão de congregação da fé e de líderes piedosos, haverá implicações sobre sua membresia dependendo da atitude que você tomar.

Cremos que o divórcio é odioso e não incentivamos ninguém a persegui-lo. Entretanto, se você quer estudar teologicamente o assunto (e todos devemos), aqui segue mais material:

 

4 posições sobre o divórcio e novo casamento

1. Divórcio, não, novo casamento, não

2. Divórcio, sim, novo casamento, não

3. Divórcio e novo casamento por adultério ou deserção

4. Divórcio e novo casamento sob várias circunstâncias

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Leia uma breve apresentação de João Paulo Thomaz de Aquino no artigo:

1 Coríntios 7.10-11: divórcio entre cristãos?

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Textos bíblicos sobre divórcio e novo casamento

Abaixo segue uma lista de versículos bíblicos relacionados ao assunto para você examinar. Obviamente, examine também o contexto.

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. […] Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; amar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.

Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança.

Enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando prostrado diante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e de crianças; pois o povo chorava com grande choro. Então, Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, tomou a palavra e disse a Esdras: Nós temos transgredido contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel. Agora, pois, façamos aliança com o nosso Deus, de que despediremos todas as mulheres e os seus filhos, segundo o conselho do Senhor e o dos que tremem ao mandado do nosso Deus; e faça-se segundo a Lei.

Assim diz o SENHOR: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual eu a repudiei? Ou quem é o meu credor, a quem eu vos tenha vendido? Eis que por causa das vossas iniquidades é que fostes vendidos, e por causa das vossas transgressões vossa mãe foi repudiada.

Se um homem repudiar sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura, aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.

Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.

Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.

Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério.

Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse:

Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?

De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita. (Mateus 19.3-9)

E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.

Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.

Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.

Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência. E isto vos digo como concessão e não por mandamento. Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.

E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.

Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

[…] A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor. Todavia, será mais feliz se permanecer viúva, segundo a minha opinião; e penso que também eu tenho o Espírito de Deus.

Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.

 

Posicionamento das Confissões de Fé

Poucas confissões de fé posicionam-se sobre o assunto, sendo a mais notável  a de Wetminster (confissão oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil).

XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.

29. Do celibato, casamento e administração dos negócios domésticos.
Pessoas solteiras. Os que têm do céu o dom do celibato, de modo que, de coração ou de toda a alma podem ser puros e continentes e não são levados pelos ardores do sexo, sirvam ao Senhor nessa vocação, enquanto se sentirem dotados do dom divino. E não se julguem melhores do que os outros, mas sirvam o Senhor continuamente em simplicidade e humildade (I Co 7.7 ss). Estes estão mais aptos a lidar com as coisas divinas do que aqueles que se distraem com os interesses particulares de uma família. Mas, no caso de ser-lhes retirado o dom, e sentirem um durável ardor, lembrem-se das palavras do apóstolo: “É melhor casar do que viver abrasado” (I Co 7.9).

Casamento. O casamento (que é o remédio da incontinência e é a própria continência) foi instituído pelo Senhor Deus mesmo, que o abençoou da maneira mais generosa, e que desejou que o homem e a mulher se unissem um ao outro inseparavelmente e vivessem juntos em completo amor e concórdia (Mat 19.4 ss). Sobre isso sabemos o que disse o apóstolo: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula” (Heb 13,4). E outra vez: “Se a virgem se casar, por isso não peca” (I Co 7.28).

As seitas. Condenamos, portanto, a poligamia e os que condenam o segundo casamento.

Como deve ser contraído o casamento. Ensinamos que o casamento deve ser contraído legalmente no temor do Senhor, e não contra as leis, que proíbem certos graus de consangüinidade, a fim de que o casamento não seja incestuoso. O casamento deve ser feito com o consentimento dos pais, ou dos que estão em lugar dos pais, e acima de tudo para o fim para o qual o Senhor instituiu o casamento. Além disso, devem conservar-se santos, com a máxima fidelidade, piedade, amor e pureza dos que se uniram. Portanto, evitem-se as discussões, as dissenções, a lascívia e o adultério.

Fórum matrimonial. Devem estabelecer-se cortes legais na Igreja, tendo juizes santos, que possam cuidar dos casamentos, reprimir a impureza e a imprudência, diante dos quais se resolvam os conflitos matrimoniais.

A criação dos filhos. Devem os filhos ser criados pelos pais, no temor do Senhor; e devem os pais prover o sustento dos seus filhos, lembrando-se do que disse o apóstolo: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o descrente” (I Tm 5.8). Mas, devem principalmente ensinar a seus filhos para terem uma carreira ou profissões honestas com que possam manter-se a si mesmos. Devem conservá-los afastados da ociosidade, e em tudo inculcar neles a verdadeira fé em Deus, a fim de que, pela falta de confiança ou demasiada segurança ou pela feia avareza venham a tornar-se dissolutos, e a fracassar na vida.

Aliás, é muito certo que as obras praticadas pelos pais com verdadeira fé, mediante os deveres domésticos e administração de sua casa, são, aos olhos de Deus, santas e verdadeiramente boas obras. Não são menos agradáveis a Deus do que as orações, os jejuns e as obras de beneficência. Pois, assim ensinou o apóstolo em suas epístolas, especialmente nas dirigidas a Timóteo e a Tito. E com o mesmo apóstolo incluímos entre os ensinos de demônios a doutrina dos que proíbem o casamento e abertamente o criticam ou indiretamente o desacreditam, como se não fosse santo e puro.

Execramos também, a vida impura dos solteiros, a lascívia secreta ou às claras, e a fornicação dos hipócritas, que simulam continência, sendo os mais incontinentes de todos. A todos estes julgará Deus. Não desaprovamos as riquezas dos que as possuem, quando são piedosos e fazem bom uso delas. Mas, rejeitamos a seita dos Apostólicos, etc.

CAPÍTULO XXIV: DO MATRIMÔNIO E DO DIVÓRCIO
I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de urna mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo.

Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3.

II. O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza.

Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9.

III. A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que mantém heresias perniciosas.

Heb. 13:4; I Tim. 4:3; Gen.24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14.

IV. Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consagüinidade ou afinidade proibidos na palavra de Deus, tais casamentos incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo a poderem coabitar como marido e mulher.

I Cor. 5:1; Mar. 6:18; Lev. 18:24, 28.

V. O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta.

Mat., 1: 18-20, e 5:31-32, e 19:9.

VI. Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário haver um processo público e regular. não se devendo deixar ao arbítrio e discrição das partes o decidirem seu próprio caso.

Mat. 19:6-8; I Cor. 7:15; Deut. 24:1-4; Esdras 10:3.

Capítulo 25 – Matrimônio
1. O casamento é para ser entre um homem e uma mulher. Não é lícito ao homem ter mais de uma esposa, e nem à mulher ter mais de um marido ao mesmo tempo.[1]

1 Gênesis 2:24; Malaquias 2:15; Mateus 19:5-6.

2. O casamento foi ordenado para o auxílio mútuo entre marido e mulher,[2] para a propagação da humanidade por uma descendência legítima,[3] e para impedir a impureza.[4]

2 Gênesis 2:18.

3 Gênesis 1:28.

4 I Coríntios 7:2,9.

3. O casamento é lícito para todos os tipos de pessoas, desde que possam dar o seu consentimento racional.[5] Porém, o dever dos cristãos é casarem-se somente no Senhor.[6] Por isso os que temem a Deus e professam a verdadeira religião não devem casar-se com incrédulos ou idólatras, para que, casando-se, não se ponham em jugo desigual com uma pessoa iníqua, ou com quem defenda uma heresia condenável.[7]

5 Hebreus 13:4; I Timóteo 4:3.

6 I Coríntios 7:39.

7 Neemias 13:25-27.

4. Não devem casar-se pessoas entre as quais existam graus de parentesco ou consangüinidade que sejam proibidos na Palavra de Deus.[8] As uniões incestuosas jamais poderão ser legitimadas por qualquer lei humana ou pelo consentimento das partes, pois não é correto tais pessoas viverem juntas, como marido e mulher.[9]

8 Levítico 18:1-30.

9 Marcos 6:18; I Coríntios 5:1.

4. Ética matrimonial e sexual
O casamento como monogamia heterossexual foi instituído por Deus, com o marido e a mulher deixando suas próprias famílias e unindo-se um ao outro num relacionamento para toda a vida. Os desejos sexuais devem ser satisfeitos dentro dessa união, e os filhos nascidos nela devem ser cuidados e nutridos no conhecimento e na prática cristãs. Em razão da pecaminosidade humana, ocorrem desvios desse padrão. A Bíblia desautoriza os relacionamentos sexuais fora dos laços do casamento, bem como as uniões de mesmo sexo. A dissolução do casamento pelo divórcio é permita em caso de adultério ou se os incrédulos abandonarem irreversivelmente seus cônjuges cristãos. O homem é descrito na Escritura como o “cabeça” da mulher, assim como Cristo é o “cabeça” do homem e Deus o “cabeça” de Cristo. A autoridade na família e na igreja é demonstrada amando-as como Cristo amou a igreja.

 

Posicionamento de Pregadores e Pastores

 

nicodemus_gg2Por Augustus Nicodemus Gomes Lopes: nasceu em 25 de setembro de 1954 . Estudou Desenho Industrial e alguns anos de Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Pernambuco. Entretanto, bacharelou-se em Teologia no Seminário Presbiteriano do Norte, concluiu Mestrado em Novo Testamento na Universidade Reformada da África do Sul, na cidade de Potchefstroom, após, fez doutorado em Interpretação Bíblica no Seminário de Westminster na Filadélfia, EUA, e complementação no Seminário de Kampen, na Holanda. Tornou-se pastor da primeira Igreja Presbiteriana do Recife (1987 a 1991), foi pastor da Igreja Evangélica Suíça de São Paulo (1995 a 2000). Voltou à primeira Igreja Presbiteriana do Recife onde permaneceu entre 2001 e 2003. É ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, teólogo calvinista, professor e escritor natural da Paraíba. Foi chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie no período de 2003 a 2013, cargo que visa manter a confessionalidade presbiteriana da instituição. Foi vice-diretor e professor de Novo Testamento no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, da Igreja Presbiteriana do Brasil, em São Paulo , e atualmente é o vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, Goânia, GO.

 

HernandesDiasLopesPor Hernandes Dias Lopes: pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória desde 1985. Concluiu o curso de bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas (SP), e o doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminarynos Estados Unidos. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984. É conferencista e escritor, com mais de 70 obras publicadas.

 

 

John_F._MacArthur_Jr.Por John Fullerton MacArthur, Jr. : (Los Angeles, 19 de junho de 1939) é um escritor evangélico dos Estados Unidos e ministro, conhecido por seu programa de rádio intitulado Graça a você (Grace to You). MacArthur é um pastor batista de quinta geração, um popular autor e conferencista, e tem servido como pastor-professor da Grace Community Church em Sun Valley, Califórnia, desde 1969, e como presidente do The Master’s College (e as respectivas The Master’s Seminary ), em Santa Clarita, Califórnia. Já escreveu mais de 150 livros.

 

 

christian-minister-john-piper-is-seen-in-this-photo-shared-publicly-in-2012-by-his-desiring-god-ministry-on-facebookPor John Stephen Piper: (Tennessee, 11 de janeiro de 1946) é um pregador e autor batista calvinista que serviu como pastor da Igreja Batista Bethlehem, em Minneapolis, Minnesota, por 33 anos. Seus livros incluem os vencedores do ECPA Christian Book Award Spectacular Sins, What Jesus Demands from the World, Pierced by the Word e God’s Passion for His Glory, além dos bestsellers Não Jogue Sua Vida Fora e The Passion of Jesus Christ. A organização evangélica Desiring God tem esse nome devido a seu livro Desiring God: Meditations of a Christian Hedonist (1986).

 

 

luiz_sayao_mPor Luiz Sayão: Em 2000,  concluiu seu mestrado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela USP, com a dissertação: O Problema do Mal no Livro de Habacuque. Lecionou Hebraico Bíblico e outras disciplinas correlatas no Seminário Servo de Cristo, na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, no Seminário Teológico Young San (coreano) e no Gordon-Conwell Theological Seminary de Boston.[1] Depois de ser professor da área bíblica nestes seminários, Sayão tornou-se diretor e professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (Faculdade Batista do Rio de Janeiro) desde 2013.

Desde 1988, Sayão tem atuado em três ministérios: pastorado, literatura e ensino teológico. Foi pastor na Igreja Batista Chinesa e da Igreja Batista Graça e Paz, ambas na cidade de São Paulo, da Portuguese Baptist Church de Cambridge (Massachusetts), nos Estados Unidos,[2] e atualmente é pastor e fundador da Igreja Batista Nações Unidas,[3] situada no Club Transatlântico, Rua José Guerra, 130 – Santo Amaro, São Paulo.

Atua na área literária há mais de vinte anos. Foi coordenador da tradução da Nova Versão Internacional da Bíblia, de 1990 a 2000, editor acadêmico das Edições Vida Nova de 1998 a 2004, e consultor teológico da Editora Vida (2005-2006). Foi o coordenador exegético e responsável final pela Versão da Bíblia Almeida 21 (Editora Vida Nova) e supervisor exegético da Versão parafraseada da Bíblia a Mensagem (Editora Vida). Foi consultor acadêmico da Editora Hagnos de 2008 a 2014. Recebeu o prêmio de personagem literária da Associação Brasileira de Editores Cristãos (ABEC), em 2003. Recentemente tem coordenado a Bíblia Brasileira de Estudos (Ed Hagnos). Foi o editor e criador dos projetos: Novo Testamento Trilíngue,[4] Novo Testamento Esperança, Bíblia de Estudo Esperança e do Antigo Testamento Poliglota.

 

 

maxresdefaultPor Walter McAlister: é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e Mestre em Teologia pelo Reformed Theological Seminary. Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.